Inpirada pelo filme "Blade Runner", escrevi um quase-poema sobre minha visão do futuro:
plus eleven years
more people less water more noise less fresh air more cars less trees more violence less farmers more guns less animals more old people less children more buildings less fields more religions less dialogue more drugs less childhood
no flying cars no magic hair dryers (or not?) no robots human-like
still there will be art friendship architecture remote controls (I hope so)
A estupidez é infinitamente mais fascinante que a inteligência; a inteligência tem o seu limites, a estupidez não tem limites (Indira Gandhi)
Todo dia sofremos violência: a de controlar o horário de sair às ruas; de ver injustiças sendo feitas descaradamente; de recebermos informação editada e manipulada. Tão pequenas, que nós acostumamos, aceitamos e em alguns casos, até as defendemos. Mas, obviamente, a violência física continua sendo a mais cruel. Talvez porque atinja sempre os mais fracos, como crianças, mulheres e idosos, cuja tutela de proteção não é realmente tomada pela sociedade. Talvez porque o fato de ela existir seja um contrasenso diante de toda a evolução intelectual que a Humanidade conquistou. Talvez, porque em algum momento de nossas vidas, acreditamos que ela pudesse ser solução para algum problema.
Violência gera Violência. Gentileza gera Gentileza. Evoluir não é só ter capacidade de construir prédios maiores, mas pessoas melhores.
Cito aqui a ASTI (Acid Survivors Trut International) que me chocou essa campanha publicitária, ajudando às pessoas enxergarem de mais perto o sofrimento das outras.
Claro que beleza é um conceito controverso, que se modificou com o passar dos séculos e que possui raízes no instinto básico reprodutivo do ser humano. No entanto, fico muito preocupada quando me deparo com coisas como isso. Ou isso. As pessoas estão sendo "coisificadas" a tal ponto que, se não cabem em uma certa forma, são desleixadas, feias, etc. Como se cumprir o padrão atual de beleza fosse uma obrigação moral. Não que a moda não deva ser apreciada, ou que as academias devem ser fechadas. Mas tudo tem que visar o bem-estar, a saúde. O que tem acontecido é uma pressão social tão grande, que as pessoas estão distorcendo a auto-imagem, massacrando a auto-estima. Essa cobrança de estar sempre belo exclui até o envelhecimento, fato comum da vida, transformado em doença, que deve ser combatido infatigavelmente. Pessoas que se sentem atraídas por modelos alternativos de beleza são tidos como aberrações. A imagem se tornou mais um bem de consumo, vendido descaradamente, enchendo os bolsos de indústrias cosméticas pelo mundo. Tenho medo por essa nova geração que passa pela adolescência não como um ser em construção, que pode errar tentando caminhos, mas que tem um padrão exato de comportamento e aparência esperados. A humanidade é diversa. De formas e conteúdos. E cada uma delas tem beleza, tem encantamento. Ignorar a diversidade é ignorar que nos faz melhor: a diferença, que incrementa a compreensão, aceitação e aprendizado mútuo. Desenvolver o caráter, cultivar a saúde física e mental, isso sim é um bom investimento.
As mulheres, mais atingidas por essa psicose coletiva, devem se lembrar que são seres geradores de vida, não frutas e nem cabides de roupas.
Como diz o vídeo, converse com sua filha, antes que a indústria da beleza o faça.