sexta-feira, 3 de julho de 2009

CQC - Custe o Que Custar

Eles usam palavras chulas, eles zoam todo mundo, eles até ultrapassam a linha do bom-senso. Mas a Band está acusando os rapazes do CQC de "pegar pesado com os políticos", e por isso está gravando os programas e cortando pautas relacionadas ao Congresso e seus infames ocupantes. Eu simplesmente não acredito nisso.... Senhores poderosos da Band, que devem favores até o quinto grau, campanhas políticas e muito mais, entendam que o cliente do seu negócio, o cara que senta em frente à TV todo dia, está de saco cheio dessa barafunda que é o Congresso. Se não podemos tirar aqueles sanguessugas de lá, pelo menos nos deixem expô-los, ridicularizá-los, tal qual eles costumam fazer nas "fitas" gravadas de encontros secretos de suborno e vendas políticas, rindo daqueles que mantêm esse país funcionando.

Senhor Diretor da Band, eles não pegam pesado com os políticos, eles dizem, somente um pouco, daquilo que todo brasileiro gostaria de dizer na cara deles. São o pequeno respiradouro de desforra do cidadão comum, indignado, sobrecarregado e impotente.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

A Misteriosa Chama da Rainha Loana

Para mim, a literatura é como elemental que se encontra entre nós, fluindo, usando nossas mentes para construir a excelência, para forçar o ser humano a garimpar, a extrair a beleza de sua essência mais eterna, mais universal.
Há autores, que são fenomenais não somente em contar histórias, mas através delas transparecer certos contornos da condição humana capazes de desembaçar um pouco nossa imagem no espelho. Calvino, para mim é um desses. Outro, Umberto Eco, me conquistou com o livro A misteriosa chama da rainha Loana. Ele construiu uma história do jeito que eu sempre quis escrever: usando as próprias memórias de forma ecumênica, abrindo um portal para que todos possam olhar através dos olhos dele como se fossem seus próprios.
A cada figura, a cada imagem que Yambo trazia de volta da névoa da memória, eu reconhecia em mim um ser que lembra e que esquece, que sujeito ao tempo, construiu sua própria existência sobre o passado, esses alicerces de nuvem, que podem ser esfacelados assim que a lembrança se recusar a nos servir.
A névoa foi quem mudou o destino de Yambo: transformou o menino em homem, verde ainda, mas a guerra não poupa as crianças. O princípe que vivia encastelado, protegido, que descobria o mundo vagarosamente pelos livros, foi acordado e chacoalhado para o mundo. Para fugir ao mundo, torna de novo aos livros, os companheiros indefectíveis, que também trazem novos recortes do mundo, uns belos, outros nem tanto. Yambo como eu, ama os livros, suas janelas. A cada janela, uma paisagem.
A misteriosa chama da Rainha Loana também é um ode as pequenas chamas que criamos e guardamos dentro de nós, que nos tornam únicos. Os amores, as apreciações, as indignações.
Yambo me mostrou que não preciso perder as lembranças para querer recuperá-las e nem amá-las mais do que a capacidade presente de ação.


quarta-feira, 25 de março de 2009

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Eu odeio celular!

Celulares, celulares... Estão em todos os lugares, em todos os bolsos, bolsas, pochetes, enfim, um inferno... Toques estridentes, conversa alta, conversas interrompidas, aulas descontinuadas..... E pra quê? Pra sua mãe não esperar mais meia hora pra te pedir alguma coisa antes de vir pra casa? Pra sua namorada perguntar como foi o seu dia? Pra algum cliente te perguntar alguma coisa? Claro que telefone é útil! Emergências, sumiços de pessoas.... Mas celular virou, além de objeto de status social, muleta! As pessoas ligam a todo momento, falam demasiadamente e atendem o celular nas horas mais impróprias, porque..... deixa eu ver.... elas têm que atender! (ah.... e que se esfole a nova gramática...)
Vá contar essa pra outro! Tirando um incêncio e um neném que quer nascer, nada no mundo morre se esperar mais 15 minutos não. Ligadores: tenham bom senso. Atendedores: desliguem essas porcarias em cinemas, salas de aula, santuários e reuniões de trabalho. Ninguém é obrigado a ser interrompido. Ninguém é obrigado a ter um momento estragado porque vossa excelência não sabe o que é silencioso. E sim, este é um post raivoso! Tô cansada de gente folgada e sem noção. E tenho dito!

Minha vingança:


quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Wabi-sabi



Ou "A arte da Imperfeição" é um conceito japonês, que nos lembra que nada precisa ser perfeito, basta aceitá-lo como ele é. Um marido teimoso, uma cortina furada, um cachorro lambão. Todos eles possuem outras características, qualidades, que são ofuscadas pela nossa constante necessidade de perfeição. Aceitar nas coisas, nos outros e, principalmente em si mesmo, que a energia gasta para polir e "perfeccionizar" impede que ela seja gasta na direção certa, do crescimento real, do aprimoramento. Amar o simples, o velho, o natural. Porque tudo é imperfeito, impermanente, incompleto.
O excesso de controle desativa caminhos para a fluidez. Para controlar os imprevistos, acaba não deixando espaço à inovação, à mudança, ao inesperado. Que bagunça, mas também evolui. Lembro de meu professor de Históra dizendo que o lema de nossa bandeira, uma máxima positivista, está totalmente errado: para que haja progresso, é imprescindível certa dose de desordem, para destruir o que está errado, abrindo espaço para a construção do certo. É possível que tudo esteja razoavelmente bem, sem que esteja perfeito. E esgotar as forças para endireitar o que, na verdade, não faz muita diferença, é perder fôlego para soprar as velas para o horizonte.