sexta-feira, 25 de abril de 2008

Livros on demand


Uma tendência do mercado em geral tem sido a entrega on demand de produtos. Isso significa estoque zero (na maioria dos casos), ou mínimo. As fármacias já fazem isso há algum tempo, repondo os produtos direto na prateleira, sem ter que arcar com custos de gerenciar e manter estoques. Antes disso, além de todo o custo envolvido com validade, espaço físico, transporte, etc, ainda existiam os roubos "internos", cujo preço final costumava ser rateado entre os funcionários diretamente envolvidos.
Mas o que me surpreendeu mesmo, foi este artigo do New York Times. Achando que ia ler algo sobre um grande escritor (dada a manchete), e sobre o novo mercado de edição de livros sob demanda, acabei chegando em um organizador (que é o que ele faz, na verdade), que emprega uma equipe de programadores que escrevem coletores de dados na Web para montar livros sob demanda, de acordo com o interesse do cliente. Os livros já "montados" são divulgados para a venda, e quando alguém compra, aí que são realmente impressos. Devastadoramente moderno. E bem melhor que o povo que "monta" dissertações, monografias e trabalhos como profissão, engrossando as fileiras da corrupção.
Algo parecido, em termos de distribuição, já vinha sendo feito pela maior biblioteca pública de New York City, que imprime livros para os usuários, ao invés de emprestá-los. Basta que o título pertença à Open Content Alliance na Web (que conta com cerca de 200 mil livros), e seja levado à biblioteca em um dispositivo digital. E isso tudo de graça.
Aliás, falando em leitura, a Austrália também dá exemplo. Dizem que por lá você tem livros disponíveis nos ônibus. Pena que eu enjôo...

Ciberdesabrigados


Nunca pensei que fosse ver isso, mas tá aí, existe: ciberdesabrigado. No Japão, por seu conhecido altíssimo custo de vida, surgiu um nova classe social. Eles trabalham, mas não têm dinheiro suficiente para manter uma casa. Então, eles alugam pequenos cubículos em lanhouses 24 horas (por cerca de R$1,60/h) e dormem lá. Algumas oferecem, inclusive, banho quente. A coisa tá tão feia (cerca de 2 mil pessoas, só em Tóquio) que o governo resolveu intervir e está criando um abrigo para eles. E viva a modernidade!

Terremoto em São Paulo

Comentário batidíssimo, eu sei, mas tenho que falar: Só faltava isso no Brasil!

O povo do blog Pensar Enlouquece me fez rir muito com as piadas deste post sobre o terremoto. Aproveitem!

terça-feira, 22 de abril de 2008

Ainda sobre novelas...

Para alguns que acreditam que as novelas da Globo só trazem coisas ruins, acreditem: as novelas ajudaram a diminuir a taxa de natalidade no Brasil. Pelo menos é o que diz essa pesquisa inglesa divulgada pela BBC. Eles ainda citam como exemplo a grande influência que as novelas possuem na escolha de nomes, construindo gerações de pessoas com nomes de personagens de novela (isso foi estrago. Fora a moda das roupas, claro ;) ).



Boa surpresa

"Uma vida é muito tempo pra cultivar desamor".

Incrivelmente, tirada da novela das 6, Desejo Proibido. Pois é... Sanidade até em novela.

Trabalho

A distância entre o comum e o excepcional é de apenas um degrau: trabalho. Mas as pessoas tendem a aumentar essa distância, criando mais um degrau: inveja.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Aumento das bolsas X verba de gabinete

Para resumir minha indignação, recebi uma mensagem pública do Ministro da Ciência tentando explicar o porquê do não aumento das bolsas de fomento (Capes e CNPq). Se você tiver estômago para blá blá blá, segue abaixo a carta na íntegra. No entanto, se não há dinheiro para quem pesquisa e estuda, para a farra dos deputados, parece que não falta: a verba de gabinete passou para 60 mil reais por deputado. Em um país em que não há regulação externa do Poder Legislativo (financeira, diga-se de passagem; sou contra ditadura e censura), tudo vira bagunça mesmo. Me sinto sustentando uma multidão de vagabundos, que depois se sentem no direito de tomar o meu tempo nas campanhas políticas, mentindo com a cara mais lavada do mundo.
Aliás, nunca acreditem em campanha política, seja de quem for. Se aparece uma escola, um posto de saúde, pode ter certeza que eles até existem, mas foram pintados, cenografados, as crianças arrumadas (com uniformes e mochilas de produção de moda), os depoimentos roteirizados e tudo mais que puder ser maquiado e manipulado.

Enfim, no Brasil mais uma vez:

CIDADÃO 0 X CORRUPÇÃO 1
Caro bolsista,

Compreendo a sua justa frustração pelo fato de não ter-se concretizado o aumento nos valores das bolsas do CNPq e Capes de mestrado e de doutorado no mês março do corrente ano , conforme havia sido anunciado em novembro de 2007.
A proposta de aumento dos valores das bolsas foi feita pelo MCT em outubro passado, diante da clara percepção de que os valores estavam defasados e que seu aumento é uma das condições para atrair talentos
para os programas de pós-graduação no País. Naquela época, finalizávamos os trabalhos de elaboração do Plano de Ação em Ciência, Tecnologia e Inovação 2007-2010 e a proposta de aumento foi aprovada pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que a tornou pública durante o anúncio do PACTI.
No entanto, como é do seu conhecimento, o Congresso Nacional rejeitou o projeto de lei para manter a CPMF, o que acarretou a redução da receita em cerca de R$ 40 bilhões este ano. Além disso, como também é de conhecimento geral, somente no último mês de março o Congresso aprovou o Orçamento da União para este ano. Por lei, até a aprovação do orçamento, o Governo Federal só pode despender por mês um duodécimo do ano anterior. Para agravar o quadro, o Congresso reduziu o orçamento do CNPq em cerca de 10% em relação ao valor que constava do projeto de lei do orçamento enviado pelo Executivo. Tais esclarecimentos tornam-se necessários para mostrar não ter sido o Governo Federal o principal responsável pelo fato de os valores das bolsas não terem aumentado em março.
Quero reafirmar o compromisso de efetivar o mais breve possível os reajustes dos valores das bolsas. Para tanto, o MCT e o MEC estão em entendimentos com a área econômica do Governo visando a ampliação dos
orçamentos do CNPq e da CAPES.
O aumento dos valores e do número de bolsas faz parte da estratégia do Governo Federal de acelerar os investimentos em C&T como forma de consolidar o processo de desenvolvimento do País. A atenção do Governo com a área de C&T reflete-se na evolução dos recursos a ela destinados nos últimos cinco anos, conforme alguns números que gostaria de mencionar: O orçamento executado em 2002 do Fundo Nacional do Desenvolvimento Científico e Tecnológico ( FNDCT) foi de aproximadamente R$ 350 milhões. Esse valor aumentou continuamente nos anos seguintes, atingindo em 2007 cerca de R$ 1,5 bilhão. Por outro lado, em 2002 o total dos investimentos federais em C&T foi da ordem de R$ 6,52 bilhões. A partir de 2003 os indicadores revelam investimentos crescentes na seguinte ordem: 2003- R$ 7,392 bilhões; 2004- R$ 8,688 bilhões; 2005- R$ 9,570 bilhões, chegando em 2006 a R$ 11,049 bilhões. Os números finais do ano passado ainda não foram concluídos, mas seguramente vão demonstrar grande incremento dos recursos aplicados em C&T pelo Governo Federal. Por último, gostaria de lembrar também que os níveis insatisfatórios dos atuais valores nas bolsas de pós-graduação decorrem do fato de que ficaram praticamente congelados durante muito tempo, uma vez que desde 2002 o seu reajuste foi de 35%.

Cordiais saudações,

Sergio Machado Rezende
Ministro da Ciência e Tecnologia
ministro@mct.gov.br

Salvem o papel toalha!

Tudo bem , eu confesso: sou meio chata com coisas relacionadas a desperdício. Luzes acesas em cômodos vazios, torneiras abertas esperando escovar os dentes, folhas impressas só de um lado, etc. Mas tem gente que simplesmente não tem noção. Hoje quase "tive" um enfarto vendo um cara secar as mãos. A maioria das pessoas dá aquela sacudida "básica" (que às vezes acerta o vizinho com a água - como diria minha mãe: "Pára de sacudir as asas galinha!") e usa de duas a três folhas para secar as mãos. O assassino de Mata Atlântica saiu com as mãos ensopadas da pias e partiu loucamente para o suporte do papel toalha. Ele puxava tantas folhas e embolava, que parecia que não ia acabar nunca! Pelo que contei, ele pegou pelo menos nove folhas (NOVE folhas!) de papel. Um absurdo. Deixo aqui o meu apelo: salvem o papel toalha! E os guardanapos, folhas de sulfite (use rascunhos de impressão, ao invés de folhas limpinhas, please!), formulários contínuos, copos descartáveis, entre tantos materiais que demandam tantos recursos naturais para serem produzidos. Podem até ser renováveis, mas não sem custo para o meio ambiente.
E quem acredita que esse é um problema pequeno (e acredito que pequenos atos, repetidos por bilhões de pessoas realmente fazem diferença na escala global), a agência de propaganda Saatchi & Saatchi, da Dinamarca, criou esse porta papel para alertar sobre desperdício de recursos naturais.

Posts relacionados:
O poder da compra

terça-feira, 15 de abril de 2008

Nunca desista!

Falar de suicídio é falar em tabu. Algo que deve ser sussurrado. Como se 99% das pessoas não tiveram vontade de desistir de viver pelo menos uma vez. É uma situação de desespero, em que a pessoa acha que não existe saída. Às vezes algumas pessoas tentam ajudar, mas dificilmente conseguem se colocar no lugar do outro. Se você conhece alguém que está nessa situação, não tente diminuir os problemas dela, como se eles não existissem, pois isso fechará as portas dela para seus conselhos. O principal é mostrá-la que ela não está sozinha, que existem pessoas em quem ela pode confiar, e que sofrerão com sua partida. Como muito bem descrito nessa reportagem do portal UOL, os mecanismos que envolvem o suicídio são complexos, mas qualquer ajuda é sempre bem-vinda ao suicida. Principalmente um bom par de ouvidos.
Àqueles que estão passando por um momento difícil, deixo a frase que o personagem do Tom Hanks no filme "Náufrago" diz quando se refere a ter resistido ao suicídio: "Eu decidi viver todos os dias que eu pudesse, porque afinal, nunca se sabe o que a maré pode trazer" (Para aqueles que não viram o filme, ele consegue escapar da ilha construindo uma jangada com uma sucata que chegou com a maré alta). O dia que nascerá amanhã, poderá ser ruim, mas tem pelo menos 50% de chance de ele ser melhor do que hoje.
PS.: Buscando um site sobre o filme, encontrei uma música que cabe muito nesse assunto, aqui.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

; (ponto-e-vírgula)

s.g. símbolo de pontuação mais importante para quem usa linguagens de programação. Você sempre sente falta dele depois de meia hora procurando um erro mal-descrito de compilação :D

terça-feira, 8 de abril de 2008

Mania

s.f. Coisa que você quer feita, em um dado momento, de um dado jeito, e todos à sua volta sabem que não é necessário.

Um dia sem um abraço



Desde que me mudei da casa da minha mãe, percebi como algumas pequenas coisas fazem falta. Uma comida com carinho, lençóis cheirosos trocados sem nenhum motivo, um colinho estratégico. Sou muito cinestésica, logo, o contato físico com outras pessoas é algo muito importante no meu dia-a-dia. Nunca imaginei que pudesse ficar um dia sem um abraço (o que nunca acontece com estou na casa da minha mãe), mas descobri que isso pode ser muito comum. Ontem tive um dia normal, encontrei com várias pessoas conhecidas, mas ninguém próximo o suficiente para abraçar. Graças à Deus isso não acontece todos os dias. Porém, isso me fez pensar em quantas pessoas passam pelo mesmo, com uma perspectiva diferente da minha. Por mais que me ressinta por passar um dia sem um abraço, olhei à minha volta e vi quantas pessoas têm uma vida em que o contato próximo com alguém é exceção, não regra, mesmo que esparsa. É muito triste ver as pessoas, principalmente nas grandes cidades, perderem o sentido de humanidade, de compaixão e caridade. Nas pequenas cidades, mesmo que não haja contato físico, as pessoas criam um cinturão de convivência, já que todos à sua volta a conhecem há muitos anos, e vice-versa. Assim, a segurança emocional, tão necessária ao ser humano, fica preservada. Aqui, nos envergonhamos de nos apresentar aos vizinhos, não queremos recorrer a eles, para não incomodá-los. Viúvos, solteiros, idosos, obrigatoriamente passando de sozinhos à solitários, isolados. E assim, vamos virando ilhas, contrariando toda a essência humana, de sociedade e interação.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Leitura - alimento para a alma


A escrita é, desde os tempos mais remotos, o veículo essencial para registro e aprendizado do conhecimento. Tanto que é o marco que divide a História e a Pré-História da Humanidade. Fico feliz em ver que todos estão lendo mais, inclusive por causa da Web. Pena que agora a maioria escreva com pouco ou nenhum cuidado com a língua. Espero que isso melhore algum dia ;)
Uma amiga, doutoranda em Letras, criou um site para discutir e estimular a leitura. No Lê! Tras Cultura existem textos de autores conhecidos e de outros leitores contando suas experiências de leitura. Se você tiver interesse em enviar um texto para ser publicado, entre em contato com a equipe do site. A minha contribuição fala sobre minha paixão pelos livros e como conheci Ítalo Calvino, grande escritor italiano.