quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Eu odeio celular!

Celulares, celulares... Estão em todos os lugares, em todos os bolsos, bolsas, pochetes, enfim, um inferno... Toques estridentes, conversa alta, conversas interrompidas, aulas descontinuadas..... E pra quê? Pra sua mãe não esperar mais meia hora pra te pedir alguma coisa antes de vir pra casa? Pra sua namorada perguntar como foi o seu dia? Pra algum cliente te perguntar alguma coisa? Claro que telefone é útil! Emergências, sumiços de pessoas.... Mas celular virou, além de objeto de status social, muleta! As pessoas ligam a todo momento, falam demasiadamente e atendem o celular nas horas mais impróprias, porque..... deixa eu ver.... elas têm que atender! (ah.... e que se esfole a nova gramática...)
Vá contar essa pra outro! Tirando um incêncio e um neném que quer nascer, nada no mundo morre se esperar mais 15 minutos não. Ligadores: tenham bom senso. Atendedores: desliguem essas porcarias em cinemas, salas de aula, santuários e reuniões de trabalho. Ninguém é obrigado a ser interrompido. Ninguém é obrigado a ter um momento estragado porque vossa excelência não sabe o que é silencioso. E sim, este é um post raivoso! Tô cansada de gente folgada e sem noção. E tenho dito!

Minha vingança:


quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Wabi-sabi



Ou "A arte da Imperfeição" é um conceito japonês, que nos lembra que nada precisa ser perfeito, basta aceitá-lo como ele é. Um marido teimoso, uma cortina furada, um cachorro lambão. Todos eles possuem outras características, qualidades, que são ofuscadas pela nossa constante necessidade de perfeição. Aceitar nas coisas, nos outros e, principalmente em si mesmo, que a energia gasta para polir e "perfeccionizar" impede que ela seja gasta na direção certa, do crescimento real, do aprimoramento. Amar o simples, o velho, o natural. Porque tudo é imperfeito, impermanente, incompleto.
O excesso de controle desativa caminhos para a fluidez. Para controlar os imprevistos, acaba não deixando espaço à inovação, à mudança, ao inesperado. Que bagunça, mas também evolui. Lembro de meu professor de Históra dizendo que o lema de nossa bandeira, uma máxima positivista, está totalmente errado: para que haja progresso, é imprescindível certa dose de desordem, para destruir o que está errado, abrindo espaço para a construção do certo. É possível que tudo esteja razoavelmente bem, sem que esteja perfeito. E esgotar as forças para endireitar o que, na verdade, não faz muita diferença, é perder fôlego para soprar as velas para o horizonte.