
No tal Dia Internacional da Mulher, li diversas reclamações sobre a inutilidade de se ter um dia para homenagear as mulheres. Que deveriam ser criados o "Dia Internacional do Homem" e blá, blá, blá.
O que as pessoas esqueceram é que esses dias de homenagem às minorias servem para lembrar que uma sociedade justa é aquela que guarda pelo direito de todos os cidadãos, sem diferenciá-los. Exultar a diferença para promover a igualdade? É, é isso mesmo. Por mais que as pessoas das classes mais intelectualizadas acreditem que já é desnecessário lembrar a opressão feminina ocorrida no passado, o país tem uma cultura muito heterogênea. Temos ainda grandes faixas de nosso território intelectual ocupados pelo machismo. Em alguns meios, ele é sutil, embutido nas piadas sobre a incapacidade feminina em fazer balizas. Em outros, vemos mulheres chefes de família ganhando 60% ou 70% do salário de um homem, para exercer a mesma função; a coação sexual de chefes sobre suas subalternas. É primitivo, mas existe com muita força.
Nas Ciências Exatas, por exemplo, o mito da "inaptidão natural" das mulheres para os números permanece incólume, cochichado nos corredores. Mesmo que na graduação ou pós-graduação as mulheres sejam tratadas com igualdade, no ensino fundamental e médio, as meninas não são estimuladas a se apaixonarem pela Ciência, pela Matemática. Afinal, se existe a amarra cultural, nenhum lugar é melhor que a escola para soltá-la. Por isso deveriam existir mais professores como Randy Pausch, cuja emocionante história de (fim de) vida chamou atenção para o seu contínuo trabalho em estimular meninas a aprender programação.
Então, homenagear as mulheres realmente vai além dos cartõezinhos-clichê e das rosas murchas. Está em tratar igual, dar oportunidades iguais, sem fazer alarde disso.
Nas Ciências Exatas, por exemplo, o mito da "inaptidão natural" das mulheres para os números permanece incólume, cochichado nos corredores. Mesmo que na graduação ou pós-graduação as mulheres sejam tratadas com igualdade, no ensino fundamental e médio, as meninas não são estimuladas a se apaixonarem pela Ciência, pela Matemática. Afinal, se existe a amarra cultural, nenhum lugar é melhor que a escola para soltá-la. Por isso deveriam existir mais professores como Randy Pausch, cuja emocionante história de (fim de) vida chamou atenção para o seu contínuo trabalho em estimular meninas a aprender programação.
Então, homenagear as mulheres realmente vai além dos cartõezinhos-clichê e das rosas murchas. Está em tratar igual, dar oportunidades iguais, sem fazer alarde disso.
Um comentário:
Luana, que surpresa boa descobrir seu blog!! Adorei esse post! Bom saber que alguém concorda comigo nesse aspecto, porque esses homens que nos rodeiam... às vezes é difícil eles entenderem. Afinal, não é que nós somos mulherzinhas (num ótimo sentido) mesmo? Beijo!
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